_por Laryssa Araujo
No sábado, um hotel-fazenda lá pros lados do litoral gaúcho se transformou em festival de música. Um palco principal, estandes animados, e entre as atrações que mesclavam artistas nacionais e electro vindo de fora, o The Rapture deu as caras.
Foi uma sequência de shows que começou em São Paulo, emendou Rio de Janeiro e acabou em Xangri-lá, no Meca Festival. Uma tarde ensolarada e com vista pro mar. “Seria bom passar a tarde inteira aqui, tão tranquilo”, comentou o tecladista Gabriel Andruzzi, enquanto contemplava a vista.
Pouco tempo depois de descer do palco e poucos dias depois de falar com o nosso Editor Tomás Bello, Andruzzi e o baterista Vito Roccoforte bateram mais um papo descontraído com a Noize.
Música brasileira, pão de queijo e quem sabe, férias no Brasil. O grupo afirmou ainda mais o amor que sente pelo país que tanto nos falaram aqui. “Nós poderíamos organizar de vir no carnaval. Tocar com DJs e escolas de samba”, planeja Gabriel. “Isso seria incrível”, concorda Vito. E nós também.
Noize: Não é a primeira vez de vocês no Brasil, mas o que vocês estão achando?
Vito: Nós estamos muito felizes que estar no Brasil. O Brasil é um lugar muito fácil de estar e se divertir. Todo mundo aqui é sempre muito legal e os shows tem sido ótimos. É tudo lindo, em todos os lugares que nós passamos.
Noize: Vocês já tocaram antes com o CSS?
Vito: Sim, nós tocamos juntos outras vezes.
Gabriel: Estávamos juntos em São Paulo, no Festival Planeta Terra há alguns anos.
Noize: E o que vocês estão achando deste festival, o Meca? É uma fazenda na praia.
Vito: Sim, é lindo. É muito legal. Nós fomos à praia e tinha muito vento, mas é um lugar bem legal.
Gabriel: Aqui onde nós estamos é lindo. Eu dei uma caminhada pela área, passa uma sensação de paz. Nós estivemos no Rio de Janeiro e têm muitas praias lindas lá, mas é uma cidade grande, continua sendo barulhento, diferente daqui. Seria bom passar a tarde inteira aqui, tão tranquilo.
Noize: O que vocês costumam ouvir na praia?
Vito: Eu cresci em San Diego, então eu cresci na praia, e por lá se ouve muito reggae. Não sei se é assim em todas as praias. Bem, eu cresci com isso, mas agora quando eu vou à praia eu não quero ouvir reggae.
GabrieL. Acho que alguns slow jams.
Vito: Na verdade, eu não escuto música na praia. Quando eu estou na praia eu gosto de ouvir o mar, eu gosto de passar horas na água nadando.
Noize: Quando foi a última vez que vocês estiveram de férias?
Gabriel: Há duas semanas.
Vito: Vai lá, pode se gabar. Conta pra ela.
Gabriel: Eu fui para Bali, foi muito legal. É um lugar especial. Eu adoro estar na praia, em algum lugar onde eu posso relaxar totalmente. Mas eu não estava na praia em Bali, então não foi totalmente férias.
Noize: E como vocês se divertem por aqui?
Gabriel: Na maioria das vezes nós estamos trabalhando, viajando, não temos muito tempo livre.
Vito: Mas nós gostamos muito da comida. Muito pão de queijo, nós somos obcecados por pão de queijo. Eu gosto de cerveja Brahma também. Nós não temos muito tempo livre, infelizmente. Eu adoraria vir em férias pra cá, porque ainda tem muita coisa pra ver.
Gabriel: Nós poderíamos organizar de vir no carnaval. Tocar com DJs e escolas de samba.
Vito: Isso seria incrível.
Noize: Quais são os planos futuros? Vocês lançaram um disco faz pouco, mas quem sabe tem mais alguma coisa por vir?
Gabriel: Nós estamos em turnê.
Vito: Nós provavelmente vamos acabar com a banda e voltar depois (risos), lançar discos e essas coisas.
Gabriel: Na verdade, nós saímos daqui direto para o Japão, Austrália, Europa, México.
Vito: Tem muito trabalho pela frente. Nós vamos ficar em turnê durante o verão e depois pensar no que fazer.
Gabriel: Cada vez que a gente faz muitos planos para o futuro, todos eles falham. É melhor seguir sem expectativas.
Vito: Obrigado por serem tão maravilhosos com a gente. Nós estamos nos divertindo muito e vamos voltar em breve.