_por Marília Pozzobom
fotos: arquivo pessoal
Laís namora Henrique há três anos e sete meses, data exata contada nos dedos da moça de riso frouxo e sotaque sulista carregado. Ela, RP de marketing digital. Ele, geógrafo. os dois, 24 anos. Até que eles decidiram casar. Normal. Nem tanto. Eles decidiram casar no M/E/C/A. “Nós vimos que uma ação ia disponibilizar que casais se casassem lá na hora, com tabelião e tudo. Em cima da hora, resolvemos casar também”. E assim, meio rindo meio chorando, o casal resolveu juntar os trapos.
Os pais dele não entenderam, “Tá grávida?”. Mas não era barriga, era amor. Ele ligou pro sogro no dia, tava na hora de ser homem: “Me concede a mão da sua filha?” – Laís engrossa a voz para imitar Henrique. Ele consentiu, mas não foi no casório. Aliás, os pais não foram convidados. “Mãe, eu não to te convidando”, ela brincou ao telefone enquanto avisava a progenitora que dali a alguns dias estaria usando aliança.
Ela vestiu um vestido de verão branco. Ele, sobreposição de camisetas. Depois de ter tomado algumas doses a mais de coragem, subiram ao palco ao som da bandinha contratada, chamada The Rapture. Que música tocou? Aí é exigir demais da noiva. Para o brinde, Laís comemora a barganha: foi oferecido uma garrafa de champagne, mas o casal trocou por 2 garrafas de vodka Absolut e seis latas de energético. A noite ainda era longa.
Depois da lua de mel, passada no balneário de Remanso, em Xangri-Lá, ela é veemente: “Não, eu não to me sentindo casada. Ele segue morando numa casa e eu em outra. Mas um dia a gente mora juntos. Aqui ou na Espanha”.
E no fim o que importa é que ela tava feliz, e ele também. Que tocou Rapture, que ela usou branco e não tava grávida.