The Rascals – Rascalize
agosto 15, 2008 by Fernanda Botta
Filed under CDs

Os Rascals são uma banda mediana. Logo, lançaram um disco de estréia mediano. Rascalize não foge ao estilo dos padrinhos Arctic Monkeys – apenas soa um pouco mais sinistro. O álbum começa bem com a faixa-tÃtulo, que remete a Magical Mistery Tour, clássico dos Beatles (“All on board for the adventureâ€, canta o vocalista Miles Kane). Pontos marcantes são as faixas “Bond Girl†e “I’ll Give You Simpathyâ€. De maneira geral, é um álbum sólido e bem construÃdo. No entanto, falta algo. À exceção dessas canções, a maioria passa batido. Apesar dos bons riffs, que têm lá o seu mérito, os Rascals parecem não conseguir produzir nenhuma música que vá ficar na cabeça por tempo maior que o de sua execução. Se não fugirem desse padrão, correm o risco de cair logo no esquecimento.
>>Por Fernanda Botta
Prince proÃbe vÃdeo com cover de Radiohead
junho 6, 2008 by Fernanda Botta
Filed under News

Depois de trocar de nome e brigar com os próprios fãs, a última do Prince foi proibir a veiculação na internet de sua performance no festival Coachella de Creep, do Radiohead. Quando o vÃdeo (feito por fãs) caiu no YouTube, o cantor alegou infração de direitos autorais e mandou retirar rapidamente todas as cópias do site. Nem mesmo Ed O’Brien, guitarrista da banda, pôde assistir. Resultado: Thom Yorke riu muito quando ficou sabendo da situação e mandou liberar. “Sério, ele bloqueou?”, perguntou o vocalista. “Nós deverÃamos bloquear. Espere aÃâ€. Yorke, que em entrevistas classificou a versão como “hiláriaâ€, completou: “Bem, diga para ele desbloquear. É nossa… canção.â€
Assista ao vÃdeo aqui.
Head Off (The Hellacopters)
junho 2, 2008 by Fernanda Botta
Filed under Reviews

Se o Hellacopters pode lançar uma coletânea (Air Raid Serenades, 2006) antes do fim da carreira, por que não encerrá-la com um disco de covers?
A banda sueca, conhecida por seu rock direto, até mesmo cru – e por isso honesto – anunciou que o fim estava próximo ainda em outubro do ano passado. No entanto, Nicke Andersson e companhia também declararam, na nota publicada no site oficial, que os fãs não iriam se ver livres deles tão cedo.
Head Off (Phantom Sound & Vision, 2008) é a despedida, e acerta dentro de sua proposta. Com apenas uma faixa própria, o single The Same Lame Story, como anunciado também no site oficial, neste último disco a banda aposta na divulgação de “músicas boas demais para que não sejam ouvidasâ€. The Same Lame Story tem riff e refrões repetitivos, no melhor sentido. Os covers são, na sua totalidade, de bandas alternativas das duas últimas décadas, com sonoridade similar a do Hellacopters. Algumas delas: Demons, The Robots, Asteroid B-612.
Não está familiarizado? Eu também não. Mas isso não importa muito. Se o lançamento de Head Off é incomum, o disco em si não o é. São quase 36 minutos de rock simples e bem feito, como se espera da banda. Se não chega a ter o brilho de outros álbuns, como By the Grace of God (Liquor & Poker, 2002) ou o antecessor Rock & Roll Is Dead (Liquor & Poker, 2005), também está longe de manchar os seus 12 anos de trajetória.
As Black Furniture Makes Cat Hair Appear (A Red So Deep)
maio 2, 2008 by Fernanda Botta
Filed under Lançamentos, Reviews

Quando se fala em A Red So Deep, o comentário é quase sempre o mesmo:
“É daqui? Tem certeza?â€.
Nada mais compreensÃvel. A banda, assim como a co-irmã Superphones, destoa do padrão vigente na cena gaúcha. Ou “não se aproveita das facilidades dos maneirismos gaúchosâ€, nas palavras do release escrito por João Perassolo.
Sem entrar nesse mérito, a verdade é que está muito mais afinada com o que é produzido lá fora. Para começar, as letras são em inglês. Definida pelos próprios integrantes como uma banda de indie rock, numa comparação grosseira diria que soa mais Melissa Auf Der Maur (uma das influências) que Superguidis.
As Black Furniture Makes Cat Hair Appear é o primeiro EP. Apesar de só ter sido lançado oficialmente no último dia 20, no Clube Praga (SP), desde fevereiro está disponÃvel para download no site da banda. Composto por quatro faixas, Bells, Answer, Pieces e Heart Full of Snow, dá uma prévia do que está por vir.
Os vocais evocam Cranberries. As letras falam de amores mal resolvidos. As melodias são suaves e pesadas, por mais contraditório que isso possa parecer. Pieces, a primeira musica de trabalho, foi acertadamente escolhida. É uma balada melancólica que começa devagar, explode e fica na cabeça por semanas.
Em suma, trata-se de uma banda “tipo exportaçãoâ€. Todo o conteúdo do site tem tradução para o inglês, inclusive. Não é nada impensável. Depois do contrato da CSS com a Subpop, a possibilidade de uma banda brasileira sair daqui tornou-se real. E falamos de CSS, não um trabalho sério como se vê na A Red So Deep.
Apenas uma ressalva, a clássica do brasileiro cantando em inglês. Nada contra a lÃngua, apesar de muitos insistirem no eterno clichê que banda brasileira deve compor em português. O problema mesmo é o sotaque da vocalista Fergs, que não chega a incomodar mas chama a atenção.
Lovefoxxx não é exemplo para ninguém, muito pelo contrario. Mas seu inglês tem tudo a ver com a proposta da banda.







